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Anodização e pintura a pó

Uma camada fina de óxido. Ou um revestimento espesso de cor. Cada qual tem o seu lugar.

A anodização mete a cor dentro da camada de óxido do alumínio. A pintura a pó deposita-a por cima, como revestimento à parte. Dessa diferença nascem a durabilidade, o aspeto, o custo e o terreno próprio de cada uma. Esta comparação ajuda a acertar no acabamento.

Superfícies e acabamentosWuxi, ChinaMOQ 1 peçaAnálise DFM incluída

Resumo lado a lado.

Anodização

Processo eletroquímico que engrossa a camada de óxido natural do alumínio. O corante é absorvido pelo óxido poroso e depois selado. Fica integrado na superfície do metal: não há revestimento que se possa gastar.

Pintura a pó

Pó polimérico aplicado por eletrostática e curado entre 180 e 200 °C até formar um revestimento durável. Mais espesso do que a anodização, de 50 a 120 µm. Gama de cores mais ampla, acabamentos texturados e resistência à pancada.

Ponto a ponto.

CaracterísticaAnodização (tipo II)Pintura a pó
Espessura da camadaDe 10 a 25 µm (integrada)De 50 a 120 µm (aplicada)
Dureza300 HV (tipo II), 600 HV (tipo III)Dureza ao lápis 2B
Resistência à abrasãoExcelente (anodização dura tipo III)Boa
Resistência à pancadaPode fender com as pancadasExcelente resistência à pancada
Limitação de substratoSó alumínioQualquer metal (aço, alumínio, inoxidável)
Gama de coresQualquer cor de corante, igualável a PantoneMais de 2000 cores RAL e texturas
Constância da corDelta-E de 5, em regraDelta-E de 2, em regra
Cobertura das arestasUniforme nas arestasAcumulação nas arestas, por vezes fina
Conservação das roscasRoscas conservadasAs roscas costumam ser mascaradas
Sol ao ar livreDe 10 a 15 anos, em regraDe 15 a 20 anos (poliéster superdurável)
Névoa salina (ASTM B117)De 500 a 1000 horasDe 500 a 2000 horas
Qualidade estéticaSeleto (ao jeito da Apple)Do industrial ao seleto
CustoModeradoDe baixa a moderada
Uso típicoEletrónica de consumo de gama altaIndustrial, ao ar livre, chapa

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Perguntas frequentes

Camada fina de óxido — perguntas

Posso pintar a pó por cima da anodização?

Sim, e às vezes faz-se para obter efeitos concretos. A anodização dá primeiro proteção contra a corrosão e cor, e o pó acrescenta por cima resistência à pancada e textura. Raramente compensa, porém: dois processos de revestimento custam o dobro. Quase todas as aplicações escolhem um ou outro. A exceção é a anodização dura de tipo III com pó transparente por cima, quando se procura a máxima durabilidade ao ar livre num produto seleto.

Porque é que a anodização fende às vezes?

A anodização é uma camada rígida de óxido cerâmico. Se o alumínio que está por baixo se deforma a sério, por pancada, dobragem ou esforço, esse óxido rígido pode fender. Daí que a anodização espessa, a dura de tipo III a 50 µm, seja a mais exposta: quanto mais grossa a camada, menos deformação tolera. Quando há pancadas pelo meio, ou é preciso dobrar a peça depois, costuma convir a pintura a pó.

Igualar um Pantone: qual acerta mais?

A pintura a pó afina mais a cor: o seu delta-E costuma ficar abaixo de 2. Na anodização o tom depende da liga, pois o 6061 e o 7075 tingem de modo diferente, do estado do banho e da espessura, e a variação é maior, até delta-E de 5. Se a cor da marca sobre alumínio não admite desvios, o pó é a aposta segura. E se o que se procura é aquela anodização seleta ao jeito da Apple, aprove amostras antes de produzir.

Qual aguenta melhor ao ar livre?

Em alumínio ao ar livre, a pintura a pó de poliéster superdurável aguenta de quinze a vinte anos perante os raios do sol. A anodização de tipo II, de dez a quinze, em regra. A dura de tipo III passa dos quinze, mas com pouca gama de cor. Em aço ao ar livre não há escolha: a anodização só serve para alumínio. Em ambiente marítimo ambas resistem bem à névoa salina, ainda que a anodização dura talvez se defenda um pouco melhor da corrosão onde há cloretos.

Qual é a diferença de preço?

Em peças pequenas os custos parecem-se: a anodização de 0,50 a 2 dólares por peça e o pó de 1 a 3. Em peças grandes a anodização cresce na proporção da superfície, por quilo de eletrólito gasto, e o pó cresce com o tamanho da peça. Para caixas de chapa costuma sair mais barato o pó; para peças maquinadas de alumínio a anodização compete bem.

Pode reparar-se?

A anodização não se retoca: uma vez danificada, há que decapar a peça inteira e anodizá-la de novo. A pintura a pó admite retoque com tinta do mesmo tom para riscos pequenos. Onde a peça vai sofrer e o retoque conta, ganha o pó. Onde manda o aspeto e qualquer retoque se notaria de igual modo, porque se espera que o acabamento fique intacto, a anodização serve bem.

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